Letra do Hino Nacional Brasileiro
I
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.
SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE,
DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!
Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!
BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE,
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE.
GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA,
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA.
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU,BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!
II
DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO,
AO SOM DO MAR E À LUZ DO CÉU PROFUNDO,
FULGURAS, Ó BRASIL, FLORÃO DA AMÉRICA,
ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO!
DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
"NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES".
Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!.
BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA
-PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE.
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!
Vocabulário (Glossário)
Plácidas: calmas, tranqüilas
Ipiranga: Rio onde às margens D.PedroI proclamou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
Brado: Grito
Retumbante: som que se espalha com barulho
Fúlgido: que brilha, cintilante
Penhor: garantia
Idolatrada: Cultuada, amada
Vívido: intenso
Formoso: lindo, belo
Límpido: puro, que não está poluído
Cruzeiro: Constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul
Resplandece: que brilha, iluminidada
Impávido: corajoso
Colosso: grande
Espelha: reflete
Gentil: Generoso, acolhedor
Fulguras: Brilhas, desponta com importãncia
Florão: flor de ouro
Garrida: Florida, enfeitada com flores
Idolatrada: Cultivada, amada acima de tudo
Lábaro: bandeira
Ostentas: Mostras com orgulho
Flâmula: Bandeira
Clava: arma primitiva de guerra, tacape
Historias
-A LEBRE E A TARTARUGA-
Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada,, toda sorridente.
Moral da história: Devagar se vai ao longe!
Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada,, toda sorridente.
Moral da história: Devagar se vai ao longe!
Esco-Politi
ETA,PREFESSORA...
-LENGALENGAS-
1,2,3
1,2,3
Acerta o passo Inês
Damos meia volta
Damos outra vez
Damos outra vez
Ó menina Carlota
1,2,3
Damos todos meia volta
A chover
A chover
A trovejar
E as bruxas
A dançar
A chover
A fazer sol
As bruxas
A comer pão mole
A criada lá de cima
A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim ao patrão:
Sete e sete são catorze,
Com mais sete vinte e um,
Tenho sete namorados
E não gosto de nenhum.
À morte ninguém escapa
À morte ninguém escapa,
Nem o rei, nem o papa,
Mas escapo eu.
Compro uma panela,
Custa-me um vintém,
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem,
Então a morte passa e diz:
- Truz, truz! Quem está ali?
- Aqui, aqui não está ninguém.
- Adeus meus senhores,
Passem muito bem
Ai o "i", Ai o "o" Ai o "u"
Ai o "i" tão interessante,
com um chapéu todo galante.
i i i i i
Ai o "u" com duas pernas,
e duas antenas que parecem lanternas.
u u u u u
Ai o "o" com a barriga cheia,
comeu o mel da minha colmeia.
o o o o o
u u u u u
i i i i i
As Vogais
Vem lá o A
Menina gordinha
Redondinha
Ao pé
Que vem o E
Que vivo que é!
Depois o I
E ri
Com o seu chapelinho
No caminho
De pópó, vem o O
E gira na mó
Por fim vem o U
No seu comboio
A fazer U-u-u-u
Abelhinha
Abelhinha, abelinha
Toma lá a tua mosquinha
Zurra, zurra, pica na burra
Come, come, se tens fome
Acabou-se a papa doce
Acabou-se a papa doce
Quem comeu arregalou-se
Analiter, pirilita
Analiter, pirilita
Bacalhau, sardinha frita
Quantas patas tem o gato?
Tem quatro, 1, 2, 3, 4
Arre burro
Arre burro
De Loulé
Carregado
De água-pé
Arre burro
De Monção
Carregado
De requeijão
Arre burrinho
Arre burrinho
Sardinha assada
Com pão e vinho
Arre burrinho
De Nazaré
Uns a cavalo
Outros a pé
Arre burrinho
Para Azeitão
Que os outros
Já lá vão
Carregadinhos
De feijão
Bichinha gata
Bichinha gata
Que comeste tu?
Sopinhas de leite
Onde as guardaste?
Debaixo da arca
Com que as tapaste?
Com o rabo do gato
Sape, sape, sape!
Bichinho de conta
Debaixo da pedra
Mora um bichinho
De corpo cinzento
Muito redondinho
Tem medo do sol
Tem medo de andar
Bichinho de conta
Não sabe contar
Muito redondinho
Rebola, no chão
Rebola, na erva
E na minha mão
Béu, béu, vai ao céu
Béu, béu, vai ao céu
Buscar o meu chapéu
Se for novo trá-lo cá
Se for velho deixa-o lá
Boa velhinha
Boa velhinha
Vai-te deitar
Ai vem a chuva
Que te pode molhar
Caracol, caracol
Caracol, caracol
Põe os pauzinhos ao sol
Caracol, caracolinho
Caracol, caracolinho
Sai de dentro do moinho
Mostra a ponta do focinho
Chica larica
Chica larica
De perna alçada
Comeu uma galinha
Na semana passada
Se mais houvesse
Mais comia
Adeus senhor padre
Até outro dia
Compreendi e não compreendi
Compreendi e não compreendi
Mas como vou dizer que vi,
Aquilo que não vi
Escuso compreender
O que não compreendi
Copo, copo, jericopo
Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá;
Quem não disser três vezes
Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá,
Por este copo não beberá.
Debaixo daquela pipa
Debaixo daquela pipa
Está uma pita
Pinga a pipa
Pia a pipa
Pia a pita
Pinga a pipa
Dedo mindinho
Dedo mindinho
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolos
Mata piolhos
Dedo mindinho quer pão
Dedo mindinho quer pão
O vizinho diz que não
O pai diz que dará
Este o furtará
E o polegar: «Alto lá!»
Deixei meu sapatinho
Deixei meu sapatinho
Na janela do quintal
O Pai Natal deixou
Um presente de Natal
Querido Pai Natal
Não se esqueça de ninguém
Seja rico ou pobre
O velhinho sempre vem!
Era uma vaca
Era uma vaca
Chamada Vitória
Morreu a vaquinha
Acabou-se a história
E depois… e depois
Morreram as vacas
Ficaram os bois
Era uma vez um gato maltês
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
E falava francês
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Saltou-te às barbas
Não sei que te fez
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
Falava françês
A dona da casa
Chamava-se Inês
O número da porta era o 33!
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Uma galinha perchês
E um galo francês
Eram dois
Ficaram três…
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez um cadeirão
Era uma vez um cadeirão
Casou com uma cadeirinha
Nasceu um barquinho
Não quis estudar
Foi para o barco da cozinha
Esta burra torta trota
Esta burra torta trota,
Trota, trota a burra torta,
Trinca a murta, a murta brota,
Brota a murta ao pé da porta.
Este menino achou o ovo
Este menino achou o ovo
Este o assou
Este sal lhe deitou
Este o provou
Este o papou
Fernandinho
Fernandinho foi ao vinho
Partiu o copo no caminho
Ai do copo, ai do vinho
Ai do rabo do Fernandinho
Formiga
Pelo muro acima vai uma formiga
Com uma mão na testa e outra na barriga
Pelo muro abaixo vai um escaravelho
Com uma mão na barriga e outra no joelho
Gatos
Venham ver gatos janotas
Usam chapéus, gravatas e botas
Grilinho
Grilinho sai sai
À tua portinha
Que andam as cobras
Na tua hortinha
Guerra na capoeira
Está a capoeira toda alvoraçada
Franga poedeira com crista encarnada
Achou uma espiga de milho dourado
Vem de lá o galo e dá-lhe uma bicada
O pato marreco dá-lhe uma patada
Fica a capoeira toda alvoraçada
E assim se arma a guerra por causa de nada.
Havia um macaco
Havia um macaco
Chamado D. Pivete
Passava pelas moças
E tirava o barrete
Joaninha voa voa
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
A tua mãe no Moinho
A comer paõ com toucinho
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
Com um rabinho de sardinha
Para comer, que mais não tinha
Lagarto pintado
Lagarto pintado
Quem te pintou?
Foi uma velha que aqui passou
No tempo da eira
Fazia poeira
Puxa lagarto
Por aquela orelha!
Lagarto pintado
Lagarto pintado, quem te pintou?
Foi uma menina que por aqui passou
Lagarto verde, que te esverdeou?
Foi uma galinha que aqui passou
Lagarto azul, que te azulou?
Foi a onda do mar que me molhou
Lagarto amarelo, que te amarelou?
Foi o sol poente que em mim pisou
Lagarto encarnado, que te encarniçou?
Foi uma papoila que para mim olhou
Lá vai o bicho
Lá vai o bicho
Por cima do osso
Comer o menino (ou o nome da criança)
Até ao pescoço
Lá vem a cabra cabrês
Lá vem a cabra cabrês
Que te salta em cima
Ele faz em três
Luar, luar
Luar, luar
Vem-me buscar
Que eu sou pequenino
E não posso andar
Mãe
Quando for homem
Quero trabalhar
Quando for velhinha
Quero-a amparar
Quando for velhinho
Quero-a recordar
Mão
Esta é a mão direita
A esquerda é esta mão
Com esta digo sim
Com esta digo não
Levanto a direita ao céu
Apanho a esquerda ao chão
Agora já conheço
Já não faço confusão
Mão morta, mão morta
Mão morta, mão morta
Filhinhos à porta
Não tem que lhe dar
Dá-lhe com a tranca da porta
Mão morta, mão morta
Vai bater aquela porta
Macaquinho
Era uma vez
Um macaquinho
Em cima duma nora
Deu um pulo
E foi-se embora
Malmequer, bem me quer
Malmequer, bem me quer,
muito, pouco, nada.
Eu gosto de ti do sol e do mar.
E de todos os meninos,
que vejo a brincar.
Malmequer, bem me quer,
muito, pouco, nada.
Meses
30 dias tem Abril, Junho,
Setembro e Novembro
Com 28 só há um, Fevereiro
E mais nenhum, o resto tem 31.
Meses
Janeiro, gear
Fevereiro, chover
Março, encanar
Abril, espigar
Maio, engradecer
Junho, ceifar
Julho, debulhar
Agosto, engravelar
Setembro, vindimar
Outubro, resolver
Novembro, semear
Dezembro, nascer
Nasceu um deus para nos salvar
Mestra mestrinha
Senhora mestre, mestrinha
Casacunha de amores que já deram 4 horas
4 horas está a dar e as meninas a merendar
5 horas a cair e as meninas a sair
Nove vezes nove, oitenta e um
Nove vezes nove, oitenta e um
Sete macacos e tu és um
Fora eu que não sou nenhum
Num ninho de nafagafos
Num ninho de nafagafos
Há sete nafagafinhos.
Quando a nafagafa sai
Ficam os nafagafos sozinhos.
Ó compadre, como passou
Ó compadre, como passou a
tarde de ontem à tarde?
Deixe-me lá, meu compadre,
que a tarde de ontem à tarde
foi para mim tamanha tarde
que há-de ser tarde e bem
tarde que eu venha cá outra
tarde como a tarde de
ontem à tarde.
O gato miou
O gato miou
O galo cantou
O pinto piou
O rato chiou
O preto fuma charuto
O preto fuma charuto
Charuto já ele é
O preto fuma charuto
Ao canto da chaminé
O preto, minha senhora
O preto, minha senhora
Não gasta de bacalhau
Só gosta de arroz doce
Mexido com colher de pau
Preto para aqui
Preto para acolá
Ri o preto
Ah, ah, ah!
O rapaz dos 7 ofícios
Sou mecânico à 2ª feira
Sou bombeiro à 3ª feira
À 4ª sou um pirata
Com uma espada de lata
Astronauta de primeira
É o que sou à 5ª feira
À 6ª sou grande chefe
Da tuso da água azul
Ao Sábado sou cowboy
E ao Domingo sou herói
O rato roeu a rolha
O rato roeu a rolha
Da garrafa do rei
Da Rússia
O senhor é parvo
O senhor é parvo
Parvo é o senhor
Senhor dos Passos
Paços do Concelho
Conselho de Ministros
Ministro da Guerra
Guerra Junqueiro
Junqueira Alcântara
Alcântara Mar
Mar da China
China Xangai
Xian-Kai-Xeq
Xeque-mate
Mate o senhor
O senhor é Parvo
O tio Zé
O tio Zé
Da pipa rata
Tem piolhos na gravata
Quantos tira?
Quantos mata?
Olha além um rato
Olha além um rato
Um olho aqui
Outro no mato
Olha além um gato
Um olho aqui
Outro no sapato
Onde põe a pintinha o ovo?
Onde põe a pintinha o ovo?
E o menino papa-o todo
Pai
O meu pai é grande
Quase que chega ao céu
Tem força de um gigante
O meu pai é só meu
Gosto dele
E ele gosta de mim
O meu pai é assim
Palminhas e mais palminhas
Palminhas e mais palminhas
Que a mãe dará miminhos
E o pai quando vier
Dará sopinhas de mel (comerá do que trouxer)
Pardal pardo, porque palras?
Pardal pardo, porque palras?
Palro sempre e palrarei
Porque sou pardal pardo
Palrados de El-rei
Pelas pernas visto os calções
Pelas pernas visto os calções
Pelos braços a camisola
No pescoço ponho um laço
Nas mãos calço as luvas
Nos pés calço os sapatos
E na cabeça ponho um chapéu
Com um lenço assou o nariz
Nos olhos ponho os óculos
Nas orelhas ponho os brincos
Com a boca dou beijinhos
Pelo mar abaixo
Pelo mar abaixo
Vai uma formiga
Com uma mão na testa
Outro na barriga
Perú velho
Perú velho
Quer casar
Mas a menina bonita
Não há-de encontrar!
Glu, glu, glu…
Pico, pico serenico
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Ou de ouro ou de prata
Mete a mão neste buraco
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Foi o filho do Luís
Que está preso pelo nariz
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Foi a filha da rainha
Que está presa na cozinha
Salta pulga da balança
E vai ter até à França
Cavalinhos a correr
Meninas a aprender
Qual é a mais bonita
Que se irá esconder
Pim, pam, pum
Pim, pam, pum
Cada bola mata um
Da galinha p’ró perú
Quem se livra és tu!
Pimpão era um cão
Pimpão era um cão
Que gostava de limão
Era muito brincalhão
E fazia ão-ão
Pintassilgo
Amanhã é Domingo
Cantará o pintassilgo
Pintassilgo é dourado
Não tem um burro nem cavalo
Tem uma burrinha cega
Que chega daqui a castela
Castelinha, castelão
Minha avó deu-me pão
P’ra mim e p’ró meu cão
Pique pique
Pique pique
Eu piquei,
Grão de milho
Eu achei,
Fui levá-lo
Ao moinho,
O moinho
Não moeu,
Foram lá os ladrões
Que me levaram os calções.
Pisco
Porque é que o pisco empisca a pisca
E a pisca não empisca o pisco?
Preto da Guiné
Truz, truz!
Quem é?
É o preto da Guiné
De charuto na boca
E sapato no pé
Profissões
O leiteiro vende leite
O padeiro faz pão
A peixeira vende peixe
O carvoeiro o carvão
Para apanhar o peixe, temos o pescador
Mas para cultivar legumes, lavra a terra o lavrador
Para ensinar a ler, já está pronto o professor
Mas se estamos a sofrer, o médico nos tira a dor
Quem está no telhado?
Quem está no telhado?
Um gato assanhado.
Quem está na janela?
Uma pata amarela.
Quem está na varanda?
Um urso panda.
Quem está à porta?
Um burro da horta.
Quem está no jardim?
O lindo pinguim.
Quem está no poço?
Um cão com um osso.
Quem está no portão?
Um bicho que fala, chamado João
Rama cataplana
Rama cataplana
Mata aquela ratazana
Rei, rainha
Rei, rainha
Carlota, Joaquina
Fidalgo, ladrão
Menina bonita
Do meu coração
Rei, capitão
Soldado, ladrão
Menina bonita
Do meu coração
Réu, réu
Réu, réu
Vai ao céu,
Vai buscar
O meu chapéu.
se ele é novo
Traz-mo cá.
Se ele é velho
Deixa-o lá.
Romance de 10 meninas casadoiras
São 10 meninas e sobre elas chove
Mas chega um bombeiro e ficam só 9.
São 9 meninas comendo biscoitos
Mas chega um padeiro e ficam só 8.
São 8 meninas fazendo uma omolete
Mas chega um guloso e ficam só 7.
São 7 meninas pintando papéis
Mas chega um pintor e ficam só 6.
São 6 meninas à volta de um brinco
Mas chega o ourives e ficam só 5.
São 5 meninas que vão ao teatro
Mas chega um actor e ficam só 4.
São 4 meninas falando francês
Mas chega um estrangeiro e ficam só 3.
São 3 meninas guardando ovelhas
Mas chega um pastor e ficam só 2.
São 2 meninas nadando na espuma
Mas chega um barqueiro e fica só 1.
É uma menina a apanhar caruma
Mas chega um leão, não fica nenhuma
Sapateiro
Sapateiro
Remendeiro
Come tripas
De Carneiro;
Bem lavadas,
Mal lavadas,
Come tudo
Às colheradas.
Salto, salto com os pés
Salto, salto com os pés
Mexo, mexo com as mãos
Volto, volto a cabeça
Tapo, tapo os meus olhos
Puxo, puxo p’las orelhas
Toco, toco no nariz
Façam todos como eu fiz
Sape gato
Sape gato
Lambareiro
Tira a mão
Do açucareiro
Tira a mão
Tire o pé
Do açucar
Do café
Se cá nevasse
Se cá nevasse
Fazia-se cá ski
Se tu visses o que eu vi
Se tu visses o que eu vi
À vinda de Guimarães
Um barbeiro de joelhos
A fazer a barba aos cães
Se tu visses o que eu vi
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma cadela com pintos,
uma galinha a ladrar.
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma cobra a tirar água,
e um cavalo a dançar.
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma abelha a grunhir,
e um porco a voar.
Serra madeira
Serra madeira
Carpiteiro
Serrar e andar
Que lá vem a mãezinha
Fazer o jantar
Para o menino papar
Serrar, serrar
Serrar, serrar
Madeirinha ou pilar
O rei serra bem
A rainha também
E o duque?
Tuc, tuc, tuc (fazer cócegas)
Sola sapato
Sola, sapato,
Rei rainha
Foi ao mar
Buscar sardinha
Para a mulher
Do juiz
Que está presa
Pelo nariz;
Salta a pulga
Na balança
Que vai ter
Até à França,
Os cavalos
A correr
As meninas
A aprender,
Qual será
A mais bonita
Que se vai
Esconder.
Tão balalão
Tão balalão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração
Não tem coração
Nem a voz, nem o talento
Orelhas de gato
Cabeça de vento
Cabeça de vento
Orelhas de gato
Pescoço de bruxa
Rabo de macaco
Tempo
O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo, o tempo tem
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto o tempo o tempo tem
Tenho um cãozinho
Tenho um cãozinho
Chamado tó-tó
Varre-me a casa
Limpa-me o pó
Tenho um macaco
Tenho um macaco
Dentro de um saco
Não sei que lhe diga
Não sei que lhe faça
Dou-lhe um pau
Diz que é mau
Dou-lhe um osso
Diz que é grosso
Dou-lhe um chouriço
Isso, isso, isso!
Tenho uma capa bilrada
Tenho uma capa bilrada, chilrada, galrripatalhada;
Mandei-a ao senhor bilrador, chilrador, galrripatalhador,
Que ma bilrasse, chilrasse, galrripatalhasse,
Que eu lhe pagaria bilraduras, chilraduras, galrripatalhaduras.
Três vezes sete, vinte e um
Três vezes sete, vinte e um
Vira a folha ao canivete
Truz, truz
Truz, truz
Quem é?
É o homem do café
Quanto custa?
Um tostão!
Vá-se embora seu trapalhão
Truz, truz, Barnabé
Truz, truz, Barnabé
Foi à horta
Buscar café
Encontrou o chimpanzé
Que lhe deu um boné
Foram os dois só num pé
Tomar uma chávena de café
Mas encontrou o Zé
Que lhes roubou o boné
Um Atum
Um Atum,
Dois Bois,
Três Inês,
Quatro Pato,
Cinco Brinco,
Seis Anéis,
Sete Filete,
Oito Biscoito,
Nove Chove,
Dez Lava os Pés,
Onze Os sinos de Mafra são de Bronze.
Um-dó-li-tá
Um-dó-li-tá
Cara de amendoá
Um segredo colorido
Quem está livre
Livre está
Um, dois, três, quatro
Um, dois, três, quatro
A galinha mais o pato
Fugiram da capoeira
Foi atrás a cozinheira
Que lhes deu com um sapato
Um, dois, três, quatro…
Um, dois, três, quatro
Um, dois, três, quatro
Quantos pêlos tem o gato?
Quando acaba de nascer
Um, dois, três, quatro
Varre, varre, vassourinha
Varre, varre, vassourinha
Varre bem esta casinha
Se varreres bem
Dou-te um vitem
Se varreres mal
Dou-te um rei
-ADIVINHAS E PIADAS-
Ainda antes de a mãe nascer, já anda o filho a correr. A chama e o fumo
Alto está, alto mora, ninguém o vê, todos os adoram. Deus
Altos castelos, lindas janelas, abrem e fecham, ninguém mora nelas. Olhos
Ando para trás e para frente, quase sempre a passar, muitas vezes com o rabo quente, mas nada quer queimar. Ferro de engomar
Aproveitam e desperdiçam tudo o que vão fazer, pois os dedos pêlos olhos, todos lhe querem meter. Tesoura
Branca como a neve, preta como a paz, fala e não tem boca. Ainda não tem pés. Carta
Dois irmãos do mesmo nome, vão marchando com afinco, mas um dá sessenta passos, enquanto o outro dá cinco. Ponteiros do relógio
É bom para se comer, mas não se come assado nem cru, nem cozinhado, o que é? Prato
É muito bom para o pequeno almoço e também para o lanche se queres crescer muito também o beber ao deitar. Leite
É uma caixinha, de bem querer, não há carpinteiro, que a saiba fazer? Noz
É uma senhora muito esbelta, que com finos véus se aperta, quem tiver que desapertar, muitas lágrimas há-de chorar. Cebola
É usado lá na China, mas que não fosse, não quebrava a sua sina, de aparecer em loiça fina, com coreia e muito doce. Arroz
É varinha de condão, que ao tocar numa caixinha, faz luz na escuridão. Fósforo
Em si a lua se espelha e o sol reflecte também, quando a gente se aproxima olhando-a nos vemos bem. Água
Eu tenho, princípio e fim, mas também é verdade, que muito embora completa, eu fico sempre metade. Meia
Eu trabalho noite e dia, se me derem de comer, nos dentes quero água, e na boca de comer. Moinho
Faça sol ou faça frio, ele tem sempre onde morar, veio do mundo senhorio, mas como o pai e o tio não pode a casa alugar. Caracol
Faço os olhos bonitos e os coelhos são doidos por mim, cresço de pé e sirvo para pratos sem fim. Cenoura
Foi feita para impedir, também para deixar passar, meu dono pode-me abrir que esse nunca vai roubar. Porta
Não sou bonita, mas tenho cabeleira, a minha cabeça é de pau, e sou das limpas estimada. Escova
Não sou bonito por trás, mas sou bonito pela frente, pois estou sempre a mudar, porque imito muita gente. Espelho
Não tem pernas mesmo assim, não tem braços e onde mexe, deixa tudo num sarilho. Vento
O pescador à pesca diz: mar; o carneiro no monte diz: me; o caçador à caça diz: lá; e o pobre à porta diz: dá. Marmelada
O que é que é que vem do monte, dá voltas à casa, e arruma-se a um cantinho. Vassoura
O que é que fazem todos ao mesmo tempo: velhos, novos e crianças? Envelhecer
O que é, que é que quanto mais rota está, menos buracos tem? Rede
O que é, que é, que nasce grande e morre pequeno? Lápis
Ó que lindos amores eu tenho, ó que lindos, ó que ingratos, andam por dentro das botas e por fora dos sapatos. Tornozelos
O seu sabor é muito azedo e a casca amarela, se o quiseres saber tens de lhe juntar açúcar. Limão
Pai alto, mãe redonda, filhos pretos, netos brancos. Pinheiro, pinha, pinhão
Pelo muito bem que faço não posso ser dispensado, se persisto aborreço, se falto sou desefado. Chuva
Pequeninas e verdinhas encontram-se escondidas dentro de uma casca muito comprida. Ervilhas
Pode ser bom companheiro, e também um bom amigo, conta-me a lição que der e trás guardado consigo. Livro
Qual é a coisa, qual é ela, comprida como uma estrada, mas cose em mão fechada? Novelo de linhas
Qual é a coisa, qual é ela, que anda léguas e léguas com um pedaço de carne na boca? Sapato
Qual é a coisa, qual é ela, que é vermelha, avermelhada e caminha bem no mato e não caminha na estrada? Fogo
Qual é a coisa, qual é ela, que quanto mais alta está, melhor se lhe chega? Água do poço
Qual é a coisa, qual é ela, que quanto mais cresce, menos se vê? Noite
Qual é a coisa, qual é ela, que quanto mais se olha, menos se vê? Sol
Qual é a coisa, qual é ela, que se faz para andar e não anda? Estrada
Qual é coisa, qual é ela, mal chega a casa está logo à janela? Botão
Qual é coisa, qual é ela, que entra pela porta e sai pela janela? O vento
Qual é o bicho, qual é, sem osso nem espinha? Minhoca
Que cidade é "olfacto de cão”? Faro
Que é que é, tem um palmo de pescoço, tem barriga e não tem osso? Garrafa
Que é que é, uma caixinha redondinha bem feita, para rebolar, todos a podem abrir, ninguém a pode fechar? Ovo
Que é, que é, que cai e fica em pé? Gato
Que é, que é, que quanto mais quente está, mais fresco é? Pão
Que é, que é, que se parece com a pessoa, mas ela não é? Fotografia
Que é, que é, que tem um dente e chama por toda a gente? Sino
Sai da sala e vai para a cozinha. Abanando o rabo como uma bailarina. Vassoura
Semente preta, em terra mimosa, onde poisa deixa uma rosa. Pulga
Sempre quietas, sempre agitadas, dormindo de dia, de noite acordadas. Estrelas
Só a faz quem já a tem, pois quem não a tem não a faz, se a tem pode não fazer, se a fizer, já não a faz. Barba
Somos duas irmãs gémeas, despidas ou enfeitadas, nunca nos podemos ver e nunca andamos zangados. Orelhas
Somos mais de mil irmãos, negrinhas como carvão, mas não viemos de África, nem lá temos geração. Formigas
Somos três irmãos diferentes, nenhum de nós bebe ou come, no entanto é nossa missão dar de comer a quem tem fome. Colher, garfo e faca
Sou adorado por todos, porque a todos faço bem, sirvo também de relógio, aos que relógios não têm. Sol
Sou branco como a neve, doce, como mel, se me puseres no leite, saberá muito melhor. Açúcar
Sou gigante e gigantão, tenho doze filhos no meu coração, de cada filho trinta netos, metade brancos, metade pretos. Ano, meses, dias, noites
Sou mais vasto do que o mar e ninguém me pode ver, todo o mundo é meu luar, sem mim não podes viver. Ar
Sou pintada por for a, sou pintada por dentro, tenho olhos para ver e uma boca para abrir, transparente é o meu sangue todo o ano uso chapéu, e de noite psso ficar iluminada, adivinha quem sou? Casa
Sou redondo e sou de leite, sou de vaca, de cabra ou de ovelha, uns gostam muito de mim, mas há outros nem do cheiro. Queijo
Sou um velho encolhido, que estando em formosa mão, me abra logo encantado, como a cauda de um pavão. Leque
Sou vermelho, muito vermelho, quando ficas corado, dizem que estás um...? Tomate
Tanto o rico como o pobre me hão-de ter, tenho dentes e não como, mas ajudo a comer. Garfo
Tem coroa e não é rei, tem escamas sem peixe ser, além de servir para doce, é fruta, podes comer. Ananás
Tenho camisa e casaco, sem remendo, nem buraco, estoiro como um foguete, se alguém no lume me mete. Castanha
Tenho dentes e não como e p’ra comer eu fui feito, lido sempre com comida, mas comer…não vejo jeito. Garfo
Tenho nome de dança tropical, mas sirvo para dar saber à comida tradicional. Salsa
Tenho olhos e não vejo, tenho boca e não falo, ando e não tenho pernas. Rua
Tenho olhos mas não vejo, mesa debaixo da terra. Podes comer-me assada, frita ou cozida. Batatas
Tenho uma casa com doze damas, cada uma tem três quartos, todas elas têm meias e nenhuma tem sapatos. Horas
Trás esporas não é cavaleiro, tem serra não é carpinteiro, tem picão não é padeiro, acorda não é despertador, canta sem cortar cova a terra não é cavador. Galo
Uma capelinha muito pequenina, com o sacristão de vermelho, e os santos todos de branco. A boca, a língua, os dentes
Uma mãe com sete filhos: cinco justas, uma santa e outra com falta. Quaresma
Uma meia meia feita, outra meia por fazer, diga lá minha menina, quantas meias vem a ser? 1/2 meia
Uma senhora muito delicada, dá seus passos todos iguais, namora-se de um mancebo, todo cheio de sinais. Agulha e dedal
Uma senhorinha, muito assenhorada, nunca sai de casa, está sempre molhada. Língua
Verde como o mato e mato não é, fala como gente e gente não é. Papagaio
Verde foi o meu nascimento e de luto me vesti, para dar a luz ao mundo mil tormentas padeci. Azeitona
-BRINCADEIRAS FOLCLÓRICAS E JOGOS INFANTIS-
dessa brincadeira!
Vocês podem brincar de "barra-manteiga" em um quintal, uma praça ou o pátio da escola. O espaço precisa ser dividido em três partes conforme o desenho acima.
As crianças devem ser divididas em duas equipes, sendo que uma equipe fica de frente para a outra. Os participantes de cada equipe ficam um ao lado do outro e com a palma de uma das mãos virada para cima.
As equipes ficam posicionadas nos campos 1 e 3 e o campo 2 é o espaço para correr.
A brincadeira começa quando um participante vai até a equipe adversária e bate com uma mão na mão de um dos participantes da outra equipe. A criança que bateu sai correndo para a sua equipe enquanto é perseguida pelo adversário. Caso o que bateu seja pego passa a jogar na outra equipe.
Vence o time que pegar todos os adversários.
CABO DE GUERRA
Você conhece uma expressão que diz: " A união faz a força"? Com esta brincadeira você e seus amigos vão testar quem tem mais força e mais união.
Para brincar de "cabo-de-guerra", vocês precisarão de uma corda.
Primeiro, escolham um espaço e tracem uma linha no chão para dividi-lo ao meio.
As crianças devem ser separadas em dois times, sendo que cada time fica com um lado do espaço. Os participantes ficam em fila e todos seguram na corda. Posicionem a corda conforme o desenho ao lado.
Alguém de fora dos grupos dá um sinal para começar a partida. Ele será também o juiz que fiscalizará o jogo de forças.
Os participantes devem puxar a corda, até que uma das equipes ultrapasse a linha no chão.
Serão vencedores aqueles que puxarem toda a equipe adversária para o seu espaço.
CABRA CEGA
Brincadeira que consiste em vendar uma criança que passará a perseguir outros amiguinhos que participam da brincadeira, para colocá-la em seu lugar.
Essa brincadeira veio na bagagem dos portugueses e espanhóis, mas já era um jogo muito popular entre as crianças da Roma Imperial. Na Espanha e América espanhola chamam-a La Gallina Ciega (Dias Geniales o Lúdricos, Diálogo VI).
O jogo se inicia por perguntas e respostas entre uma criança e a cabra-cega: Em Portugal diz-se:
“Cabra-cega, donde vens?
De Vizela (ou de Castela)
Que trazes na cesta?
Pão e canela.
Dás-me dela?
Não, que é para mim e para minha velha.
Zigue-tanela!”
Diz a criança que está ao lado, fingindo dar um beliscão na cabra-cega.
(Augusto C. Pires de Lima, Jogos e Canções Infantis, 54, segunda edição, Porto, 1943).
No Brasil:
Cabra-Cega, de onde você veio?
im lá do moinho.
O que você trouxe?
Um saco de farinha.
Me dá um pouquinho?
Não
Em Sergipe, Clodomir Silva (Minha Terra, 8-9, Rio de Janeiro, 1926) informou:
“Cabra-cega, não me nega; Donde Vem?
Do sertão!
Trais oro, prata ou requeijão?
Trago oro.
Pois rode como besouro.”
CARNIÇA
Consiste num alinhamento de crianças, em rápido deslocamento, uma-a-uma, pulando sobre as costas dos companheiros parados, curvados, apoiando as mãos nas coxas. Pulada a última carniça, o jogador corre e pára adiante, esperando que os demais saltem sobre ele. É sempre revesado.
PASSA, PASSARÁS
Escolher dois participantes para serem “ouro” e “prata”, respectivamente. Nenhum dos outros participantes poderá saber quem é “ouro” ou “prata”.
“Ouro” e “prata” ficam diante um do outro, de mãos dadas, formando um arco – a “ponte”. Os outros jogadores marcham, passando sob a “ponte” cantando:
“Passarás, não passarás
Algum deles há de ficar,
Se não for o da frente,
Será o de trás.”
Na palavra “trás”, “ouro e prata” abaixam os braços e aprisionam o último da fila, a quem devem fazer a seguinte pergunta:
“Que prefere, ouro ou prata?” Conforme a resposta, o participante se coloca atrás de “ouro” ou de “prata”. A resposta deve ser dada em voz baixa, para que os outros do grupo não percebam quem é “ouro” e quem é “prata”. Novamente a ponte é levantada e o grupo recomeça a cantar, enquanto passa sob o arco.
Depois que todos forem aprisionados, formam duas filas, encabeçadas pó “ouro e prata”, que ficam de mãos dadas. Os demais jogadores, com os braços em torno da cintura do companheiro da frente, formam duas cadeias, inicia-se então a luta: cada grupo tenta obrigar o outro a transpor uma linha riscada entre “ouro e prata”. O grupo que conseguir é o vencedor.
PASSAR ANEL
Sentados numa roda o grupo tira a sorte para ver quem vai passar o anel. Todos devem unir as palmas das mãos e erguê-las na sua frente. Quem ganhou na sorte deve segurar o anel entre as palmas das mãos e passar as suas mãos pelas mãos dos componentes do grupo deixando o anel nas mãos de alguém que ele escolher, mas deve continuar fazendo de conta que continua passando o anel até o último do grupo.
Ao final pergunta a um dos participantes onde está o anel? Se este acertar ele será o próximo a passar o anel. Se errar, quem recebeu o anel é que passará, começando novamente a brincadeira.
BRINQUEDO DE ESCONDER
Uma criança encosta-se a um muro de olhos fechados; as demais vão dando-lhe uma palmada dizendo:
Maria Macundê
Bate no ....
E vai-te escondê.
Cada qual procura esconder-se da melhor maneira e do esconderijo grita:
-"Já!". E a Mria Macundê sai a procura de suas companheiras. À primeira encontrada ela diz:
-"Estica tica" e essa a substitui.
JOGO DO SOLDADO
- Brilha, brilha, meu soldado
Na porta do capitão...
- Como posso eu brilhar
Se ainda me falta o coração?
(Cada um dos jogadores dá uma peça do uniforme: boné, espada, etc. Aquele que não der nada apanha um bolo com a pá de farinha.)
JOGO DO FRADE
Bento, que Bento? - Frade!
Na boca do forno. - Forno!
Fazer um bolo. - Bolo.
Fazer o que seu mestre manda?
Faço, sim senhor!
Ir buscar...(qualquer coisa que se mande...). O último a chegar apanha um bolo.
JOGO DOS VELHACOS
Diz o capitão:
"Na porta do Marambela
Apareceu um gato morto.
-"Foram esses dois velhacos" - diz o primeiro jogador.
Diz o segundo: "Mentes velhaco..."
Volta o capitão a perguntar:
-"Quem foi que esfolou?"
-"Foram esses três velhacos" - diz o primeiro jogador.
Volta a perguntar o segundo jogador e assim por diante. Quando algum atrapalha, leva bolo.
JOGO DO MEDO
Pergunta-se a uma criança:
-"Teu pai foi a caça?"
Ela deve responder:
"Foi..."
Faz-se nova pergunta:
-"Teve medo?"
Ela responde: "Não".
Sopra-se, então, os olhos dela e se ela fechá-los, diz-se:
-"Teve sim!".
JOGO DO PIÃO
O que é o que é?
Para andar se bota a corda
Para andar se tira a corda
Porque com corda não anda
Sem corda não pode andar
O pião é o brinquedo mais antigo que se conhece. Plínio e Virgílio em suas obras já comentavam a popularidade do pião entre as crianças romanas, mas acredita-se que o pião já foi brinquedo praticado pelos homens pré-históricos.
Tudo indica que os portugueses divulgaram esse jogo nos primeiros tempos da colonização brasileira. A existência do pião em Portugal, em tempos passados, é confirmada por Teófilo Braga, no Cancioneiro de Resende e nas Ordenações Afonsinas, que cita, entre alguns jogos de sociedade do século XV, o pião:
É o jogo do piam
Favor se lhe de voar.
(apud Lima, 1966, p. 275)
Para brincar com o pião é só enrolar uma corda da ponta ao corpo do pião, segurando uma ponta. Depois, é só atirar o pião em direção ao chão, desenrolando o barbante de um impulso só. O brinquedo cai no chão rodopiando e assim permanece durante um bom tempo. Você pode ampará-lo com a mão, para que ele passe a girar sobre a palma ou mesmo sobre o seu dedo.
TRAVALÍNGUAS
Uma mafagafa
Com sete mafaguifinho
Quem desmafaguifá ela
Bom desmafaguifador será
Tem uma tatupeba
Com sete tatupebinha
Quem destatupebá ela
Bom destatupebador será
No vaso tinha uma aranha e uma rã.
A rã aranha a aranha,
A aranha arranha a rã.
O Pedro tem o peito preto.
E o peito de Pedro é preto.
A espingarda destravíncula-pinculá
Quem destravíncula-pinculá ela
Bom destravíncula-pinculador será
No cume daquele morro
Tem uma cobra enrodilhada
Quem a cobra desenrodilhá
Bom desenrolhidadô será.
JOGOS REALIZADOS DURANTE AS FESTAS JUNINAS
PAU-DE-SEBO
É um divertimento de rua para as crianças ou adultos. Um mastro alto, comumente um tronco de eucalipto, é cuidadosamente recoberto de sebo, e no topo do qual são colocados prêmios, que pode ser dinheiro ou prendas.
Os participantes da brincadeira iniciam uma disputa para conseguir escalá-lo até o topo ficando assim com as prendas ou dinheiro que conseguem alcançar.
É uma das brincadeiras mais comuns das festas juninas e tem origem portuguesa.
QUEBRA-POTES
Em um suporte horizontal, são dependurados dois potes de barro: um cheio de balas, chocolates e outro cheio de água.
Um adulto venda os olhos de uma criança, depois lhe entrega um pedaço de pau ou de um cabo de vassoura, obriga-a a dar algumas voltas a fim de que ela perca o local exato do pote de balas, e em seguida avisa:
-"Pode começar".
O garoto ou menina, às cegas, vai batendo o ar, às vezes acerta as traves de apoio do suporte, outras vezes se aproxima dos assistentes, que fazem grandes manifestações de "torcida" não raro desorientando a criança com:
-"Mais para a esquerda" quando o certo seria ir mais para a direita.
-"Mais para frente" onde está perigosamente o pote de água, e assim por diante.
Se o pote das balas for atingido, a gurizada corre para apanhá-las; e se o pote de água for quebrado, é aquele banho divertido!
-LENGALENGAS-
1,2,3
1,2,3
Acerta o passo Inês
Damos meia volta
Damos outra vez
Damos outra vez
Ó menina Carlota
1,2,3
Damos todos meia volta
A chover
A chover
A trovejar
E as bruxas
A dançar
A chover
A fazer sol
As bruxas
A comer pão mole
A criada lá de cima
A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim ao patrão:
Sete e sete são catorze,
Com mais sete vinte e um,
Tenho sete namorados
E não gosto de nenhum.
À morte ninguém escapa
À morte ninguém escapa,
Nem o rei, nem o papa,
Mas escapo eu.
Compro uma panela,
Custa-me um vintém,
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem,
Então a morte passa e diz:
- Truz, truz! Quem está ali?
- Aqui, aqui não está ninguém.
- Adeus meus senhores,
Passem muito bem
Ai o "i", Ai o "o" Ai o "u"
Ai o "i" tão interessante,
com um chapéu todo galante.
i i i i i
Ai o "u" com duas pernas,
e duas antenas que parecem lanternas.
u u u u u
Ai o "o" com a barriga cheia,
comeu o mel da minha colmeia.
o o o o o
u u u u u
i i i i i
As Vogais
Vem lá o A
Menina gordinha
Redondinha
Ao pé
Que vem o E
Que vivo que é!
Depois o I
E ri
Com o seu chapelinho
No caminho
De pópó, vem o O
E gira na mó
Por fim vem o U
No seu comboio
A fazer U-u-u-u
Abelhinha
Abelhinha, abelinha
Toma lá a tua mosquinha
Zurra, zurra, pica na burra
Come, come, se tens fome
Acabou-se a papa doce
Acabou-se a papa doce
Quem comeu arregalou-se
Analiter, pirilita
Analiter, pirilita
Bacalhau, sardinha frita
Quantas patas tem o gato?
Tem quatro, 1, 2, 3, 4
Arre burro
Arre burro
De Loulé
Carregado
De água-pé
Arre burro
De Monção
Carregado
De requeijão
Arre burrinho
Arre burrinho
Sardinha assada
Com pão e vinho
Arre burrinho
De Nazaré
Uns a cavalo
Outros a pé
Arre burrinho
Para Azeitão
Que os outros
Já lá vão
Carregadinhos
De feijão
Bichinha gata
Bichinha gata
Que comeste tu?
Sopinhas de leite
Onde as guardaste?
Debaixo da arca
Com que as tapaste?
Com o rabo do gato
Sape, sape, sape!
Bichinho de conta
Debaixo da pedra
Mora um bichinho
De corpo cinzento
Muito redondinho
Tem medo do sol
Tem medo de andar
Bichinho de conta
Não sabe contar
Muito redondinho
Rebola, no chão
Rebola, na erva
E na minha mão
Béu, béu, vai ao céu
Béu, béu, vai ao céu
Buscar o meu chapéu
Se for novo trá-lo cá
Se for velho deixa-o lá
Boa velhinha
Boa velhinha
Vai-te deitar
Ai vem a chuva
Que te pode molhar
Caracol, caracol
Caracol, caracol
Põe os pauzinhos ao sol
Caracol, caracolinho
Caracol, caracolinho
Sai de dentro do moinho
Mostra a ponta do focinho
Chica larica
Chica larica
De perna alçada
Comeu uma galinha
Na semana passada
Se mais houvesse
Mais comia
Adeus senhor padre
Até outro dia
Compreendi e não compreendi
Compreendi e não compreendi
Mas como vou dizer que vi,
Aquilo que não vi
Escuso compreender
O que não compreendi
Copo, copo, jericopo
Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá;
Quem não disser três vezes
Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá,
Por este copo não beberá.
Debaixo daquela pipa
Debaixo daquela pipa
Está uma pita
Pinga a pipa
Pia a pipa
Pia a pita
Pinga a pipa
Dedo mindinho
Dedo mindinho
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolos
Mata piolhos
Dedo mindinho quer pão
Dedo mindinho quer pão
O vizinho diz que não
O pai diz que dará
Este o furtará
E o polegar: «Alto lá!»
Deixei meu sapatinho
Deixei meu sapatinho
Na janela do quintal
O Pai Natal deixou
Um presente de Natal
Querido Pai Natal
Não se esqueça de ninguém
Seja rico ou pobre
O velhinho sempre vem!
Era uma vaca
Era uma vaca
Chamada Vitória
Morreu a vaquinha
Acabou-se a história
E depois… e depois
Morreram as vacas
Ficaram os bois
Era uma vez um gato maltês
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
E falava francês
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Saltou-te às barbas
Não sei que te fez
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
Falava françês
A dona da casa
Chamava-se Inês
O número da porta era o 33!
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Uma galinha perchês
E um galo francês
Eram dois
Ficaram três…
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez um cadeirão
Era uma vez um cadeirão
Casou com uma cadeirinha
Nasceu um barquinho
Não quis estudar
Foi para o barco da cozinha
Esta burra torta trota
Esta burra torta trota,
Trota, trota a burra torta,
Trinca a murta, a murta brota,
Brota a murta ao pé da porta.
Este menino achou o ovo
Este menino achou o ovo
Este o assou
Este sal lhe deitou
Este o provou
Este o papou
Fernandinho
Fernandinho foi ao vinho
Partiu o copo no caminho
Ai do copo, ai do vinho
Ai do rabo do Fernandinho
Formiga
Pelo muro acima vai uma formiga
Com uma mão na testa e outra na barriga
Pelo muro abaixo vai um escaravelho
Com uma mão na barriga e outra no joelho
Gatos
Venham ver gatos janotas
Usam chapéus, gravatas e botas
Grilinho
Grilinho sai sai
À tua portinha
Que andam as cobras
Na tua hortinha
Guerra na capoeira
Está a capoeira toda alvoraçada
Franga poedeira com crista encarnada
Achou uma espiga de milho dourado
Vem de lá o galo e dá-lhe uma bicada
O pato marreco dá-lhe uma patada
Fica a capoeira toda alvoraçada
E assim se arma a guerra por causa de nada.
Havia um macaco
Havia um macaco
Chamado D. Pivete
Passava pelas moças
E tirava o barrete
Joaninha voa voa
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
A tua mãe no Moinho
A comer paõ com toucinho
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
Com um rabinho de sardinha
Para comer, que mais não tinha
Lagarto pintado
Lagarto pintado
Quem te pintou?
Foi uma velha que aqui passou
No tempo da eira
Fazia poeira
Puxa lagarto
Por aquela orelha!
Lagarto pintado
Lagarto pintado, quem te pintou?
Foi uma menina que por aqui passou
Lagarto verde, que te esverdeou?
Foi uma galinha que aqui passou
Lagarto azul, que te azulou?
Foi a onda do mar que me molhou
Lagarto amarelo, que te amarelou?
Foi o sol poente que em mim pisou
Lagarto encarnado, que te encarniçou?
Foi uma papoila que para mim olhou
Lá vai o bicho
Lá vai o bicho
Por cima do osso
Comer o menino (ou o nome da criança)
Até ao pescoço
Lá vem a cabra cabrês
Lá vem a cabra cabrês
Que te salta em cima
Ele faz em três
Luar, luar
Luar, luar
Vem-me buscar
Que eu sou pequenino
E não posso andar
Mãe
Quando for homem
Quero trabalhar
Quando for velhinha
Quero-a amparar
Quando for velhinho
Quero-a recordar
Mão
Esta é a mão direita
A esquerda é esta mão
Com esta digo sim
Com esta digo não
Levanto a direita ao céu
Apanho a esquerda ao chão
Agora já conheço
Já não faço confusão
Mão morta, mão morta
Mão morta, mão morta
Filhinhos à porta
Não tem que lhe dar
Dá-lhe com a tranca da porta
Mão morta, mão morta
Vai bater aquela porta
Macaquinho
Era uma vez
Um macaquinho
Em cima duma nora
Deu um pulo
E foi-se embora
Malmequer, bem me quer
Malmequer, bem me quer,
muito, pouco, nada.
Eu gosto de ti do sol e do mar.
E de todos os meninos,
que vejo a brincar.
Malmequer, bem me quer,
muito, pouco, nada.
Meses
30 dias tem Abril, Junho,
Setembro e Novembro
Com 28 só há um, Fevereiro
E mais nenhum, o resto tem 31.
Meses
Janeiro, gear
Fevereiro, chover
Março, encanar
Abril, espigar
Maio, engradecer
Junho, ceifar
Julho, debulhar
Agosto, engravelar
Setembro, vindimar
Outubro, resolver
Novembro, semear
Dezembro, nascer
Nasceu um deus para nos salvar
Mestra mestrinha
Senhora mestre, mestrinha
Casacunha de amores que já deram 4 horas
4 horas está a dar e as meninas a merendar
5 horas a cair e as meninas a sair
Nove vezes nove, oitenta e um
Nove vezes nove, oitenta e um
Sete macacos e tu és um
Fora eu que não sou nenhum
Num ninho de nafagafos
Num ninho de nafagafos
Há sete nafagafinhos.
Quando a nafagafa sai
Ficam os nafagafos sozinhos.
Ó compadre, como passou
Ó compadre, como passou a
tarde de ontem à tarde?
Deixe-me lá, meu compadre,
que a tarde de ontem à tarde
foi para mim tamanha tarde
que há-de ser tarde e bem
tarde que eu venha cá outra
tarde como a tarde de
ontem à tarde.
O gato miou
O gato miou
O galo cantou
O pinto piou
O rato chiou
O preto fuma charuto
O preto fuma charuto
Charuto já ele é
O preto fuma charuto
Ao canto da chaminé
O preto, minha senhora
O preto, minha senhora
Não gasta de bacalhau
Só gosta de arroz doce
Mexido com colher de pau
Preto para aqui
Preto para acolá
Ri o preto
Ah, ah, ah!
O rapaz dos 7 ofícios
Sou mecânico à 2ª feira
Sou bombeiro à 3ª feira
À 4ª sou um pirata
Com uma espada de lata
Astronauta de primeira
É o que sou à 5ª feira
À 6ª sou grande chefe
Da tuso da água azul
Ao Sábado sou cowboy
E ao Domingo sou herói
O rato roeu a rolha
O rato roeu a rolha
Da garrafa do rei
Da Rússia
O senhor é parvo
O senhor é parvo
Parvo é o senhor
Senhor dos Passos
Paços do Concelho
Conselho de Ministros
Ministro da Guerra
Guerra Junqueiro
Junqueira Alcântara
Alcântara Mar
Mar da China
China Xangai
Xian-Kai-Xeq
Xeque-mate
Mate o senhor
O senhor é Parvo
O tio Zé
O tio Zé
Da pipa rata
Tem piolhos na gravata
Quantos tira?
Quantos mata?
Olha além um rato
Olha além um rato
Um olho aqui
Outro no mato
Olha além um gato
Um olho aqui
Outro no sapato
Onde põe a pintinha o ovo?
Onde põe a pintinha o ovo?
E o menino papa-o todo
Pai
O meu pai é grande
Quase que chega ao céu
Tem força de um gigante
O meu pai é só meu
Gosto dele
E ele gosta de mim
O meu pai é assim
Palminhas e mais palminhas
Palminhas e mais palminhas
Que a mãe dará miminhos
E o pai quando vier
Dará sopinhas de mel (comerá do que trouxer)
Pardal pardo, porque palras?
Pardal pardo, porque palras?
Palro sempre e palrarei
Porque sou pardal pardo
Palrados de El-rei
Pelas pernas visto os calções
Pelas pernas visto os calções
Pelos braços a camisola
No pescoço ponho um laço
Nas mãos calço as luvas
Nos pés calço os sapatos
E na cabeça ponho um chapéu
Com um lenço assou o nariz
Nos olhos ponho os óculos
Nas orelhas ponho os brincos
Com a boca dou beijinhos
Pelo mar abaixo
Pelo mar abaixo
Vai uma formiga
Com uma mão na testa
Outro na barriga
Perú velho
Perú velho
Quer casar
Mas a menina bonita
Não há-de encontrar!
Glu, glu, glu…
Pico, pico serenico
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Ou de ouro ou de prata
Mete a mão neste buraco
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Foi o filho do Luís
Que está preso pelo nariz
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Foi a filha da rainha
Que está presa na cozinha
Salta pulga da balança
E vai ter até à França
Cavalinhos a correr
Meninas a aprender
Qual é a mais bonita
Que se irá esconder
Pim, pam, pum
Pim, pam, pum
Cada bola mata um
Da galinha p’ró perú
Quem se livra és tu!
Pimpão era um cão
Pimpão era um cão
Que gostava de limão
Era muito brincalhão
E fazia ão-ão
Pintassilgo
Amanhã é Domingo
Cantará o pintassilgo
Pintassilgo é dourado
Não tem um burro nem cavalo
Tem uma burrinha cega
Que chega daqui a castela
Castelinha, castelão
Minha avó deu-me pão
P’ra mim e p’ró meu cão
Pique pique
Pique pique
Eu piquei,
Grão de milho
Eu achei,
Fui levá-lo
Ao moinho,
O moinho
Não moeu,
Foram lá os ladrões
Que me levaram os calções.
Pisco
Porque é que o pisco empisca a pisca
E a pisca não empisca o pisco?
Preto da Guiné
Truz, truz!
Quem é?
É o preto da Guiné
De charuto na boca
E sapato no pé
Profissões
O leiteiro vende leite
O padeiro faz pão
A peixeira vende peixe
O carvoeiro o carvão
Para apanhar o peixe, temos o pescador
Mas para cultivar legumes, lavra a terra o lavrador
Para ensinar a ler, já está pronto o professor
Mas se estamos a sofrer, o médico nos tira a dor
Quem está no telhado?
Quem está no telhado?
Um gato assanhado.
Quem está na janela?
Uma pata amarela.
Quem está na varanda?
Um urso panda.
Quem está à porta?
Um burro da horta.
Quem está no jardim?
O lindo pinguim.
Quem está no poço?
Um cão com um osso.
Quem está no portão?
Um bicho que fala, chamado João
Rama cataplana
Rama cataplana
Mata aquela ratazana
Rei, rainha
Rei, rainha
Carlota, Joaquina
Fidalgo, ladrão
Menina bonita
Do meu coração
Rei, capitão
Soldado, ladrão
Menina bonita
Do meu coração
Réu, réu
Réu, réu
Vai ao céu,
Vai buscar
O meu chapéu.
se ele é novo
Traz-mo cá.
Se ele é velho
Deixa-o lá.
Romance de 10 meninas casadoiras
São 10 meninas e sobre elas chove
Mas chega um bombeiro e ficam só 9.
São 9 meninas comendo biscoitos
Mas chega um padeiro e ficam só 8.
São 8 meninas fazendo uma omolete
Mas chega um guloso e ficam só 7.
São 7 meninas pintando papéis
Mas chega um pintor e ficam só 6.
São 6 meninas à volta de um brinco
Mas chega o ourives e ficam só 5.
São 5 meninas que vão ao teatro
Mas chega um actor e ficam só 4.
São 4 meninas falando francês
Mas chega um estrangeiro e ficam só 3.
São 3 meninas guardando ovelhas
Mas chega um pastor e ficam só 2.
São 2 meninas nadando na espuma
Mas chega um barqueiro e fica só 1.
É uma menina a apanhar caruma
Mas chega um leão, não fica nenhuma
Sapateiro
Sapateiro
Remendeiro
Come tripas
De Carneiro;
Bem lavadas,
Mal lavadas,
Come tudo
Às colheradas.
Salto, salto com os pés
Salto, salto com os pés
Mexo, mexo com as mãos
Volto, volto a cabeça
Tapo, tapo os meus olhos
Puxo, puxo p’las orelhas
Toco, toco no nariz
Façam todos como eu fiz
Sape gato
Sape gato
Lambareiro
Tira a mão
Do açucareiro
Tira a mão
Tire o pé
Do açucar
Do café
Se cá nevasse
Se cá nevasse
Fazia-se cá ski
Se tu visses o que eu vi
Se tu visses o que eu vi
À vinda de Guimarães
Um barbeiro de joelhos
A fazer a barba aos cães
Se tu visses o que eu vi
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma cadela com pintos,
uma galinha a ladrar.
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma cobra a tirar água,
e um cavalo a dançar.
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma abelha a grunhir,
e um porco a voar.
Serra madeira
Serra madeira
Carpiteiro
Serrar e andar
Que lá vem a mãezinha
Fazer o jantar
Para o menino papar
Serrar, serrar
Serrar, serrar
Madeirinha ou pilar
O rei serra bem
A rainha também
E o duque?
Tuc, tuc, tuc (fazer cócegas)
Sola sapato
Sola, sapato,
Rei rainha
Foi ao mar
Buscar sardinha
Para a mulher
Do juiz
Que está presa
Pelo nariz;
Salta a pulga
Na balança
Que vai ter
Até à França,
Os cavalos
A correr
As meninas
A aprender,
Qual será
A mais bonita
Que se vai
Esconder.
Tão balalão
Tão balalão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração
Não tem coração
Nem a voz, nem o talento
Orelhas de gato
Cabeça de vento
Cabeça de vento
Orelhas de gato
Pescoço de bruxa
Rabo de macaco
Tempo
O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo, o tempo tem
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto o tempo o tempo tem
Tenho um cãozinho
Tenho um cãozinho
Chamado tó-tó
Varre-me a casa
Limpa-me o pó
Tenho um macaco
Tenho um macaco
Dentro de um saco
Não sei que lhe diga
Não sei que lhe faça
Dou-lhe um pau
Diz que é mau
Dou-lhe um osso
Diz que é grosso
Dou-lhe um chouriço
Isso, isso, isso!
Tenho uma capa bilrada
Tenho uma capa bilrada, chilrada, galrripatalhada;
Mandei-a ao senhor bilrador, chilrador, galrripatalhador,
Que ma bilrasse, chilrasse, galrripatalhasse,
Que eu lhe pagaria bilraduras, chilraduras, galrripatalhaduras.
Três vezes sete, vinte e um
Três vezes sete, vinte e um
Vira a folha ao canivete
Truz, truz
Truz, truz
Quem é?
É o homem do café
Quanto custa?
Um tostão!
Vá-se embora seu trapalhão
Truz, truz, Barnabé
Truz, truz, Barnabé
Foi à horta
Buscar café
Encontrou o chimpanzé
Que lhe deu um boné
Foram os dois só num pé
Tomar uma chávena de café
Mas encontrou o Zé
Que lhes roubou o boné
Um Atum
Um Atum,
Dois Bois,
Três Inês,
Quatro Pato,
Cinco Brinco,
Seis Anéis,
Sete Filete,
Oito Biscoito,
Nove Chove,
Dez Lava os Pés,
Onze Os sinos de Mafra são de Bronze.
Um-dó-li-tá
Um-dó-li-tá
Cara de amendoá
Um segredo colorido
Quem está livre
Livre está
Um, dois, três, quatro
Um, dois, três, quatro
A galinha mais o pato
Fugiram da capoeira
Foi atrás a cozinheira
Que lhes deu com um sapato
Um, dois, três, quatro…
Um, dois, três, quatro
Um, dois, três, quatro
Quantos pêlos tem o gato?
Quando acaba de nascer
Um, dois, três, quatro
Varre, varre, vassourinha
Varre, varre, vassourinha
Varre bem esta casinha
Se varreres bem
Dou-te um vitem
Se varreres mal
Dou-te um rei
-ADIVINHAS E PIADAS-
Ainda antes de a mãe nascer, já anda o filho a correr. A chama e o fumo
Alto está, alto mora, ninguém o vê, todos os adoram. Deus
Altos castelos, lindas janelas, abrem e fecham, ninguém mora nelas. Olhos
Ando para trás e para frente, quase sempre a passar, muitas vezes com o rabo quente, mas nada quer queimar. Ferro de engomar
Aproveitam e desperdiçam tudo o que vão fazer, pois os dedos pêlos olhos, todos lhe querem meter. Tesoura
Branca como a neve, preta como a paz, fala e não tem boca. Ainda não tem pés. Carta
Dois irmãos do mesmo nome, vão marchando com afinco, mas um dá sessenta passos, enquanto o outro dá cinco. Ponteiros do relógio
É bom para se comer, mas não se come assado nem cru, nem cozinhado, o que é? Prato
É muito bom para o pequeno almoço e também para o lanche se queres crescer muito também o beber ao deitar. Leite
É uma caixinha, de bem querer, não há carpinteiro, que a saiba fazer? Noz
É uma senhora muito esbelta, que com finos véus se aperta, quem tiver que desapertar, muitas lágrimas há-de chorar. Cebola
É usado lá na China, mas que não fosse, não quebrava a sua sina, de aparecer em loiça fina, com coreia e muito doce. Arroz
É varinha de condão, que ao tocar numa caixinha, faz luz na escuridão. Fósforo
Em si a lua se espelha e o sol reflecte também, quando a gente se aproxima olhando-a nos vemos bem. Água
Eu tenho, princípio e fim, mas também é verdade, que muito embora completa, eu fico sempre metade. Meia
Eu trabalho noite e dia, se me derem de comer, nos dentes quero água, e na boca de comer. Moinho
Faça sol ou faça frio, ele tem sempre onde morar, veio do mundo senhorio, mas como o pai e o tio não pode a casa alugar. Caracol
Faço os olhos bonitos e os coelhos são doidos por mim, cresço de pé e sirvo para pratos sem fim. Cenoura
Foi feita para impedir, também para deixar passar, meu dono pode-me abrir que esse nunca vai roubar. Porta
Não sou bonita, mas tenho cabeleira, a minha cabeça é de pau, e sou das limpas estimada. Escova
Não sou bonito por trás, mas sou bonito pela frente, pois estou sempre a mudar, porque imito muita gente. Espelho
Não tem pernas mesmo assim, não tem braços e onde mexe, deixa tudo num sarilho. Vento
O pescador à pesca diz: mar; o carneiro no monte diz: me; o caçador à caça diz: lá; e o pobre à porta diz: dá. Marmelada
O que é que é que vem do monte, dá voltas à casa, e arruma-se a um cantinho. Vassoura
O que é que fazem todos ao mesmo tempo: velhos, novos e crianças? Envelhecer
O que é, que é que quanto mais rota está, menos buracos tem? Rede
O que é, que é, que nasce grande e morre pequeno? Lápis
Ó que lindos amores eu tenho, ó que lindos, ó que ingratos, andam por dentro das botas e por fora dos sapatos. Tornozelos
O seu sabor é muito azedo e a casca amarela, se o quiseres saber tens de lhe juntar açúcar. Limão
Pai alto, mãe redonda, filhos pretos, netos brancos. Pinheiro, pinha, pinhão
Pelo muito bem que faço não posso ser dispensado, se persisto aborreço, se falto sou desefado. Chuva
Pequeninas e verdinhas encontram-se escondidas dentro de uma casca muito comprida. Ervilhas
Pode ser bom companheiro, e também um bom amigo, conta-me a lição que der e trás guardado consigo. Livro
Qual é a coisa, qual é ela, comprida como uma estrada, mas cose em mão fechada? Novelo de linhas
Qual é a coisa, qual é ela, que anda léguas e léguas com um pedaço de carne na boca? Sapato
Qual é a coisa, qual é ela, que é vermelha, avermelhada e caminha bem no mato e não caminha na estrada? Fogo
Qual é a coisa, qual é ela, que quanto mais alta está, melhor se lhe chega? Água do poço
Qual é a coisa, qual é ela, que quanto mais cresce, menos se vê? Noite
Qual é a coisa, qual é ela, que quanto mais se olha, menos se vê? Sol
Qual é a coisa, qual é ela, que se faz para andar e não anda? Estrada
Qual é coisa, qual é ela, mal chega a casa está logo à janela? Botão
Qual é coisa, qual é ela, que entra pela porta e sai pela janela? O vento
Qual é o bicho, qual é, sem osso nem espinha? Minhoca
Que cidade é "olfacto de cão”? Faro
Que é que é, tem um palmo de pescoço, tem barriga e não tem osso? Garrafa
Que é que é, uma caixinha redondinha bem feita, para rebolar, todos a podem abrir, ninguém a pode fechar? Ovo
Que é, que é, que cai e fica em pé? Gato
Que é, que é, que quanto mais quente está, mais fresco é? Pão
Que é, que é, que se parece com a pessoa, mas ela não é? Fotografia
Que é, que é, que tem um dente e chama por toda a gente? Sino
Sai da sala e vai para a cozinha. Abanando o rabo como uma bailarina. Vassoura
Semente preta, em terra mimosa, onde poisa deixa uma rosa. Pulga
Sempre quietas, sempre agitadas, dormindo de dia, de noite acordadas. Estrelas
Só a faz quem já a tem, pois quem não a tem não a faz, se a tem pode não fazer, se a fizer, já não a faz. Barba
Somos duas irmãs gémeas, despidas ou enfeitadas, nunca nos podemos ver e nunca andamos zangados. Orelhas
Somos mais de mil irmãos, negrinhas como carvão, mas não viemos de África, nem lá temos geração. Formigas
Somos três irmãos diferentes, nenhum de nós bebe ou come, no entanto é nossa missão dar de comer a quem tem fome. Colher, garfo e faca
Sou adorado por todos, porque a todos faço bem, sirvo também de relógio, aos que relógios não têm. Sol
Sou branco como a neve, doce, como mel, se me puseres no leite, saberá muito melhor. Açúcar
Sou gigante e gigantão, tenho doze filhos no meu coração, de cada filho trinta netos, metade brancos, metade pretos. Ano, meses, dias, noites
Sou mais vasto do que o mar e ninguém me pode ver, todo o mundo é meu luar, sem mim não podes viver. Ar
Sou pintada por for a, sou pintada por dentro, tenho olhos para ver e uma boca para abrir, transparente é o meu sangue todo o ano uso chapéu, e de noite psso ficar iluminada, adivinha quem sou? Casa
Sou redondo e sou de leite, sou de vaca, de cabra ou de ovelha, uns gostam muito de mim, mas há outros nem do cheiro. Queijo
Sou um velho encolhido, que estando em formosa mão, me abra logo encantado, como a cauda de um pavão. Leque
Sou vermelho, muito vermelho, quando ficas corado, dizem que estás um...? Tomate
Tanto o rico como o pobre me hão-de ter, tenho dentes e não como, mas ajudo a comer. Garfo
Tem coroa e não é rei, tem escamas sem peixe ser, além de servir para doce, é fruta, podes comer. Ananás
Tenho camisa e casaco, sem remendo, nem buraco, estoiro como um foguete, se alguém no lume me mete. Castanha
Tenho dentes e não como e p’ra comer eu fui feito, lido sempre com comida, mas comer…não vejo jeito. Garfo
Tenho nome de dança tropical, mas sirvo para dar saber à comida tradicional. Salsa
Tenho olhos e não vejo, tenho boca e não falo, ando e não tenho pernas. Rua
Tenho olhos mas não vejo, mesa debaixo da terra. Podes comer-me assada, frita ou cozida. Batatas
Tenho uma casa com doze damas, cada uma tem três quartos, todas elas têm meias e nenhuma tem sapatos. Horas
Trás esporas não é cavaleiro, tem serra não é carpinteiro, tem picão não é padeiro, acorda não é despertador, canta sem cortar cova a terra não é cavador. Galo
Uma capelinha muito pequenina, com o sacristão de vermelho, e os santos todos de branco. A boca, a língua, os dentes
Uma mãe com sete filhos: cinco justas, uma santa e outra com falta. Quaresma
Uma meia meia feita, outra meia por fazer, diga lá minha menina, quantas meias vem a ser? 1/2 meia
Uma senhora muito delicada, dá seus passos todos iguais, namora-se de um mancebo, todo cheio de sinais. Agulha e dedal
Uma senhorinha, muito assenhorada, nunca sai de casa, está sempre molhada. Língua
Verde como o mato e mato não é, fala como gente e gente não é. Papagaio
Verde foi o meu nascimento e de luto me vesti, para dar a luz ao mundo mil tormentas padeci. Azeitona
-BRINCADEIRAS FOLCLÓRICAS E JOGOS INFANTIS-
dessa brincadeira!
Vocês podem brincar de "barra-manteiga" em um quintal, uma praça ou o pátio da escola. O espaço precisa ser dividido em três partes conforme o desenho acima.
As crianças devem ser divididas em duas equipes, sendo que uma equipe fica de frente para a outra. Os participantes de cada equipe ficam um ao lado do outro e com a palma de uma das mãos virada para cima.
As equipes ficam posicionadas nos campos 1 e 3 e o campo 2 é o espaço para correr.
A brincadeira começa quando um participante vai até a equipe adversária e bate com uma mão na mão de um dos participantes da outra equipe. A criança que bateu sai correndo para a sua equipe enquanto é perseguida pelo adversário. Caso o que bateu seja pego passa a jogar na outra equipe.
Vence o time que pegar todos os adversários.
CABO DE GUERRA
Você conhece uma expressão que diz: " A união faz a força"? Com esta brincadeira você e seus amigos vão testar quem tem mais força e mais união.
Para brincar de "cabo-de-guerra", vocês precisarão de uma corda.
Primeiro, escolham um espaço e tracem uma linha no chão para dividi-lo ao meio.
As crianças devem ser separadas em dois times, sendo que cada time fica com um lado do espaço. Os participantes ficam em fila e todos seguram na corda. Posicionem a corda conforme o desenho ao lado.
Alguém de fora dos grupos dá um sinal para começar a partida. Ele será também o juiz que fiscalizará o jogo de forças.
Os participantes devem puxar a corda, até que uma das equipes ultrapasse a linha no chão.
Serão vencedores aqueles que puxarem toda a equipe adversária para o seu espaço.
CABRA CEGA
Brincadeira que consiste em vendar uma criança que passará a perseguir outros amiguinhos que participam da brincadeira, para colocá-la em seu lugar.
Essa brincadeira veio na bagagem dos portugueses e espanhóis, mas já era um jogo muito popular entre as crianças da Roma Imperial. Na Espanha e América espanhola chamam-a La Gallina Ciega (Dias Geniales o Lúdricos, Diálogo VI).
O jogo se inicia por perguntas e respostas entre uma criança e a cabra-cega: Em Portugal diz-se:
“Cabra-cega, donde vens?
De Vizela (ou de Castela)
Que trazes na cesta?
Pão e canela.
Dás-me dela?
Não, que é para mim e para minha velha.
Zigue-tanela!”
Diz a criança que está ao lado, fingindo dar um beliscão na cabra-cega.
(Augusto C. Pires de Lima, Jogos e Canções Infantis, 54, segunda edição, Porto, 1943).
No Brasil:
Cabra-Cega, de onde você veio?
im lá do moinho.
O que você trouxe?
Um saco de farinha.
Me dá um pouquinho?
Não
Em Sergipe, Clodomir Silva (Minha Terra, 8-9, Rio de Janeiro, 1926) informou:
“Cabra-cega, não me nega; Donde Vem?
Do sertão!
Trais oro, prata ou requeijão?
Trago oro.
Pois rode como besouro.”
CARNIÇA
Consiste num alinhamento de crianças, em rápido deslocamento, uma-a-uma, pulando sobre as costas dos companheiros parados, curvados, apoiando as mãos nas coxas. Pulada a última carniça, o jogador corre e pára adiante, esperando que os demais saltem sobre ele. É sempre revesado.
PASSA, PASSARÁS
Escolher dois participantes para serem “ouro” e “prata”, respectivamente. Nenhum dos outros participantes poderá saber quem é “ouro” ou “prata”.
“Ouro” e “prata” ficam diante um do outro, de mãos dadas, formando um arco – a “ponte”. Os outros jogadores marcham, passando sob a “ponte” cantando:
“Passarás, não passarás
Algum deles há de ficar,
Se não for o da frente,
Será o de trás.”
Na palavra “trás”, “ouro e prata” abaixam os braços e aprisionam o último da fila, a quem devem fazer a seguinte pergunta:
“Que prefere, ouro ou prata?” Conforme a resposta, o participante se coloca atrás de “ouro” ou de “prata”. A resposta deve ser dada em voz baixa, para que os outros do grupo não percebam quem é “ouro” e quem é “prata”. Novamente a ponte é levantada e o grupo recomeça a cantar, enquanto passa sob o arco.
Depois que todos forem aprisionados, formam duas filas, encabeçadas pó “ouro e prata”, que ficam de mãos dadas. Os demais jogadores, com os braços em torno da cintura do companheiro da frente, formam duas cadeias, inicia-se então a luta: cada grupo tenta obrigar o outro a transpor uma linha riscada entre “ouro e prata”. O grupo que conseguir é o vencedor.
PASSAR ANEL
Sentados numa roda o grupo tira a sorte para ver quem vai passar o anel. Todos devem unir as palmas das mãos e erguê-las na sua frente. Quem ganhou na sorte deve segurar o anel entre as palmas das mãos e passar as suas mãos pelas mãos dos componentes do grupo deixando o anel nas mãos de alguém que ele escolher, mas deve continuar fazendo de conta que continua passando o anel até o último do grupo.
Ao final pergunta a um dos participantes onde está o anel? Se este acertar ele será o próximo a passar o anel. Se errar, quem recebeu o anel é que passará, começando novamente a brincadeira.
BRINQUEDO DE ESCONDER
Uma criança encosta-se a um muro de olhos fechados; as demais vão dando-lhe uma palmada dizendo:
Maria Macundê
Bate no ....
E vai-te escondê.
Cada qual procura esconder-se da melhor maneira e do esconderijo grita:
-"Já!". E a Mria Macundê sai a procura de suas companheiras. À primeira encontrada ela diz:
-"Estica tica" e essa a substitui.
JOGO DO SOLDADO
- Brilha, brilha, meu soldado
Na porta do capitão...
- Como posso eu brilhar
Se ainda me falta o coração?
(Cada um dos jogadores dá uma peça do uniforme: boné, espada, etc. Aquele que não der nada apanha um bolo com a pá de farinha.)
JOGO DO FRADE
Bento, que Bento? - Frade!
Na boca do forno. - Forno!
Fazer um bolo. - Bolo.
Fazer o que seu mestre manda?
Faço, sim senhor!
Ir buscar...(qualquer coisa que se mande...). O último a chegar apanha um bolo.
JOGO DOS VELHACOS
Diz o capitão:
"Na porta do Marambela
Apareceu um gato morto.
-"Foram esses dois velhacos" - diz o primeiro jogador.
Diz o segundo: "Mentes velhaco..."
Volta o capitão a perguntar:
-"Quem foi que esfolou?"
-"Foram esses três velhacos" - diz o primeiro jogador.
Volta a perguntar o segundo jogador e assim por diante. Quando algum atrapalha, leva bolo.
JOGO DO MEDO
Pergunta-se a uma criança:
-"Teu pai foi a caça?"
Ela deve responder:
"Foi..."
Faz-se nova pergunta:
-"Teve medo?"
Ela responde: "Não".
Sopra-se, então, os olhos dela e se ela fechá-los, diz-se:
-"Teve sim!".
JOGO DO PIÃO
O que é o que é?
Para andar se bota a corda
Para andar se tira a corda
Porque com corda não anda
Sem corda não pode andar
O pião é o brinquedo mais antigo que se conhece. Plínio e Virgílio em suas obras já comentavam a popularidade do pião entre as crianças romanas, mas acredita-se que o pião já foi brinquedo praticado pelos homens pré-históricos.
Tudo indica que os portugueses divulgaram esse jogo nos primeiros tempos da colonização brasileira. A existência do pião em Portugal, em tempos passados, é confirmada por Teófilo Braga, no Cancioneiro de Resende e nas Ordenações Afonsinas, que cita, entre alguns jogos de sociedade do século XV, o pião:
É o jogo do piam
Favor se lhe de voar.
(apud Lima, 1966, p. 275)
Para brincar com o pião é só enrolar uma corda da ponta ao corpo do pião, segurando uma ponta. Depois, é só atirar o pião em direção ao chão, desenrolando o barbante de um impulso só. O brinquedo cai no chão rodopiando e assim permanece durante um bom tempo. Você pode ampará-lo com a mão, para que ele passe a girar sobre a palma ou mesmo sobre o seu dedo.
TRAVALÍNGUAS
Uma mafagafa
Com sete mafaguifinho
Quem desmafaguifá ela
Bom desmafaguifador será
Tem uma tatupeba
Com sete tatupebinha
Quem destatupebá ela
Bom destatupebador será
No vaso tinha uma aranha e uma rã.
A rã aranha a aranha,
A aranha arranha a rã.
O Pedro tem o peito preto.
E o peito de Pedro é preto.
A espingarda destravíncula-pinculá
Quem destravíncula-pinculá ela
Bom destravíncula-pinculador será
No cume daquele morro
Tem uma cobra enrodilhada
Quem a cobra desenrodilhá
Bom desenrolhidadô será.
JOGOS REALIZADOS DURANTE AS FESTAS JUNINAS
PAU-DE-SEBO
É um divertimento de rua para as crianças ou adultos. Um mastro alto, comumente um tronco de eucalipto, é cuidadosamente recoberto de sebo, e no topo do qual são colocados prêmios, que pode ser dinheiro ou prendas.
Os participantes da brincadeira iniciam uma disputa para conseguir escalá-lo até o topo ficando assim com as prendas ou dinheiro que conseguem alcançar.
É uma das brincadeiras mais comuns das festas juninas e tem origem portuguesa.
QUEBRA-POTES
Em um suporte horizontal, são dependurados dois potes de barro: um cheio de balas, chocolates e outro cheio de água.
Um adulto venda os olhos de uma criança, depois lhe entrega um pedaço de pau ou de um cabo de vassoura, obriga-a a dar algumas voltas a fim de que ela perca o local exato do pote de balas, e em seguida avisa:
-"Pode começar".
O garoto ou menina, às cegas, vai batendo o ar, às vezes acerta as traves de apoio do suporte, outras vezes se aproxima dos assistentes, que fazem grandes manifestações de "torcida" não raro desorientando a criança com:
-"Mais para a esquerda" quando o certo seria ir mais para a direita.
-"Mais para frente" onde está perigosamente o pote de água, e assim por diante.
Se o pote das balas for atingido, a gurizada corre para apanhá-las; e se o pote de água for quebrado, é aquele banho divertido!
Conheça

-Rebinho-
olá, eu sou o Rebinho amo games e historias. Eu moro na Tlantico,eu sou apenas um WEBSITE da Tlanticoe tambem sou o irmão da Politi.
-Politi-
tenho a mesma historia do Rebinho,mais gosto mais da minha escola!!!
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